‘O meu mundo parou’: um ano após a tragédia da Voepass, mãe da pequena Liz reflete sobre o luto e a busca por respostas – Noticiário 24H
Um ano se passou desde o dia 9 de agosto de 2024, data que marcou a maior tragédia da aviação comercial brasileira em quase duas décadas. A queda do voo 2283 da Voepass em Vinhedo, São Paulo, ceifou a vida de 62 pessoas, deixando um rastro de dor e saudade. Entre as vítimas estava a pequena Liz Ibba dos Santos, de apenas 3 anos, a passageira mais jovem a bordo. Um ano depois, sua mãe, a jornalista Adriana Ibba, compartilha reflexões sobre o luto e a incansável luta por justiça.
Liz viajava com o pai, Rafael Fernando dos Santos, para passar o Dia dos Pais juntos. A viagem, que deveria ser de celebração, terminou de forma trágica. Em uma entrevista recente ao portal RIC, Adriana Ibba desabafou sobre o vazio deixado pela perda da filha. “Perdi minha melhor amiga. Minha filha era minha companheira de tudo, desde as coisas mais simples até as mais especiais”, disse.
O último áudio enviado pela pequena Liz para a mãe, de dentro da aeronave, é uma lembrança que ecoa na memória de muitos brasileiros que acompanharam o caso: “Já estou no avião, beijo”. Para a mãe, a dor da perda é um processo contínuo e avassalador. “O mundo não para. Mas o meu mundo parou, porque minha filha era tudo para mim”, relatou Adriana em um depoimento comovente logo após o acidente.
A saudade se mistura à busca por respostas. As investigações sobre as causas da queda do avião, um ATR 72-500 que partiu de Cascavel (PR) com destino a Guarulhos (SP), ainda estão em andamento. Relatórios preliminares indicaram condições severas de formação de gelo na rota, mas a conclusão final do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) é aguardada com ansiedade pelas famílias.
Para Adriana, a busca por justiça é o que a move. “Eu vou até o fim, porque é pela minha filha e por mais 61 pessoas que estavam com a Liz. A Liz não estava sozinha naquele avião. Então eu vou até o fim. Para entender, para ter resposta, para culpar quem tiver que culpar”, declarou a jornalista.
Neste um ano de luto, a história de Liz e de todas as vítimas do voo 2283 da Voepass serve como um doloroso lembrete da fragilidade da vida e da importância de se buscar, incansavelmente, a verdade e a responsabilização para que tragédias como essa não se repitam.