Governadores de oposição se reúnem em Brasília e expõem fragilidade do governo federal diante do tarifaço – Noticiário 24H
Com o início iminente da tarifa de 50% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, diversos governadores de oposição se movimentaram em Brasília para discutir estratégias de resposta — enquanto o governo federal permanece sem reação eficaz.
O que aconteceu
O Fórum Nacional de Governadores, convocado pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB-DF), marcou uma reunião extraordinária para enfrentar o impacto da medida. Estavam previstos encontros com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) no Palácio do Jaburu, buscando formar uma comitiva unificada para dialogar diretamente com os EUA — diante da ausência de iniciativas claras por parte de Lula.
No entanto, a reunião foi cancelada após governadores como Tarcísio de Freitas (SP), Cláudio Castro (RJ), Romeu Zema (MG) e Eduardo Leite (RS) recusarem participar mesmo que por meio de representantes.
Em paralelo, o governador Ronaldo Caiado (GO) viajou para Brasília para reforçar sua participação e criticou de forma explícita a postura do governo federal, classificando Lula como “omisso e ineficiente” na gestão da crise econômica que se avizinha. Ele já havia tomado iniciativas locais para financiar o setor produtivo goiano, como linhas de crédito emergenciais destinadas a amenizar os efeitos do tarifaço.
Omissão federal e ação improvisada regional
A recusa de participação dos governadores de oposição evidencia uma clara desconfiança no eixo federal, que não oferece respostas coerentes. Ao mesmo tempo, essa crise política revela oportunismo: o tarifaço tornou-se uma chance para projetar visibilidade nacional, especialmente para aqueles que buscam sucessão presidencial em 2026.
A ausência de uma coordenação efetiva por parte do governo federal, somada à iniciativa improvisada de estados, mostra que o Brasil ainda carece de mecanismos robustos de autonomia econômica e resposta estratégica ficando refém de decisões políticas externas.