O Cartel das Canetas: Anvisa proíbe Ozempic manipulado e protege o monopólio da indústria farmacêutica – Noticiário 24H

Em um ato que exemplifica a perfeição da hipocrisia estatal, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) baixou uma nova resolução que, na prática, proíbe as farmácias de manipulação de produzirem suas próprias versões das populares “canetas emagrecedoras”, como o Ozempic. A medida, vendida como uma necessária proteção à saúde pública, é, na verdade, um ato de guerra contra o livre mercado e uma descarada proteção ao monopólio bilionário das grandes farmacêuticas.

Durante anos, o Estado assistiu passivamente à explosão de uma demanda reprimida. De um lado, uma população lutando contra a epidemia de obesidade. Do outro, um medicamento revolucionário a sem aglutina vendido a preços exorbitantes, inacessíveis para a vasta maioria dos brasileiros. O que o mercado fez? O que ele sempre faz: encontrou uma solução. As farmácias de manipulação, usando a matéria-prima do princípio ativo, passaram a oferecer uma alternativa viável, mais barata e acessível para milhares de pessoas.

O que o Estado fez? Em vez de atacar a causa do problema o preço abusivo do produto industrializado, inflado por impostos e pela proteção de patentes , ele optou por aniquilar a solução.

A nova medida da Anvisa é um exemplo clássico de como a burocracia estatal serve aos grandes interesses corporativos em detrimento do cidadão comum e do pequeno empresário. A justificativa da “segurança” é a cortina de fumaça perfeita. É óbvio que qualquer medicamento exige controle de qualidade, mas a solução para isso seria a fiscalização e a criação de padrões para a manipulação, e não a sua proibição total e completa.

Ao proibir a versão manipulada, a Anvisa não está protegendo o consumidor; está eliminando sua liberdade de escolha. Está dizendo ao cidadão: “Ou você paga o preço extorsivo que a grande farmacêutica impõe, ou você continua doente”. É a mais pura reserva de mercado, decretada com a caneta de um burocrata em Brasília.

O que assistimos não é a uma regulação sanitária, mas a uma operação de asfixia da concorrência. A decisão não tornará o tratamento da obesidade mais seguro; apenas o tornará mais caro e mais exclusivo. É a vitória do lobby sobre a lógica, da burocracia sobre a farmácia da esquina.

A Anvisa, que deveria ser a guardiã da saúde, atua aqui como a guarda-costas do lucro de poucos, garantindo que a solução para um problema de saúde pública continue sendo um privilégio, e não um direito.